O primeiro passeio

11 jul

Um dos momentos mais esperados para quem tem um filhote é sempre o primeiro passeio. Dia 26/03/2012 foi o primeiro passeio do Guga – um passeio curto, apenas uma quadra, mas que foi o suficiente para animá-lo muito!

Achei que ele estranharia o portão abrindo ou a rua, já que ele tinha medo de superfícies diferentes (convencê-lo a andar no quintal deu um certo trabalho), mas ao contrário, ficou muito animado, saiu cheirando tudo e todos! Ganhou elogios e cafuné de todos que passavam – não é possível resistir àquela carinha fofa!! E de quebra, ainda conheceu outro shih tzu, o Nero, e uma poodle, a Jully! A reação dele foi muito boa, sempre abanando o rabinho de felicidade! Estava acostumada com cães mais dominantes e mandões, que não podiam ver outros cães, então fiquei um pouco surpresa com um cãozinho tão sociável.

Vou dar aqui algumas dicas para o primeiro passeio.

Acostume-o antecipadamente com o uso da coleira, mostre a coleira para ele, deixe que cheire e até que brinque, dê um petisco para ele após.

Brinque com ele, durante a brincadeira coloque a coleira no pescoço dele e dê um petisco. Ele provavelmente vai tentar tirar, ou coçar, distraia ele continuando a brincar, como se nada tivesse acontecido. Cada vez que ele tentar tirar a coleira, ou coçar, chame-o para brincar…

Se ele travar quando você tentar andar segurando a coleira, incentive-o a andar com um petisco, e sempre que ele der um ou dois passos, dê um petisco… Vá aumentando a distância dos petiscos, até que ele ande naturalmente!

Transporte de cães

28 mar

A cena mais comum no dia a dia é ver cãezinhos felizes passeando de carro no colo do dono – mesmo que o dono esteja dirigindo. O problema disso não é só a legislação (sim, isso pode dar multa), o maior problema é o fato de donos assim estarem arriscando a vida – a própria, a do pet, e as alheias. Um cachorro solto no carro pode se assustar por algum motivo e atrapalhar o motorista ou tirar a atenção do motorista por estar fazendo arte, além do risco de fugir. Caso haja algum acidente, o cãozinho solto é o primeiro a se machucar, e muitas vezes fugir após o acidente, assustado.

Pensando no bem estar deles, o correto na hora do transporte é levá-los em caixas adequadas, cadeiras ou usar o adaptador de cinto. A caixa deve sempre ir bem encaixada (no banco ou no chão), de forma a não ficar batendo.

A maior desculpa que os proprietários dão para não transportar corretamente é a de que o cãozinho chora demais quando fica preso, porém essa desculpa é por falta de conhecimento ou paciência do dono para acostumá-lo corretamente, portanto, vou dar dicas de como acostumar com a caixinha de transporte.

  • Tire a portinha da caixa e deixe-a no ambiente que o cãozinho costuma passar mais tempo. Deixe-o cheirar, lamber, brincar com a caixa.
  • Coloque um petisco por dia no fundo da caixa, sem ele ver, e deixe que ele ache sozinho.
  • Quando ele já não estiver mais hesitante para entrar sozinho na caixa, comece a colocá-lo la dentro, e dar um petisco logo em seguida (com ele dentro da caixa).
  • Coloque de volta a portinha, e todo dia coloque-o uma vez, feche a portinha e dê um petisco, liberando-o logo em seguida.
  • Vá aumentando gradativamente o tempo dele dentro da caixinha.

Esse procedimento pode levar algum tempo, portanto, quanto antes começar, melhor!

A chegada

12 mar

E após longos dias de espera, eis que chega o dia de ir buscar o Guguinha!

Lá fomos nós, marido, caixa e eu, a cerca de quarenta minutos de viagem para buscar o nosso novo companheiro!

Fomos avisados pelos criadores que o Guga não gostava de caixa, melhor ir no colo, porém pensamos muito na segurança dele, e foi na caixinha mesmo! Chorava por um tempo, parava, pegava fôlego e chorava mais um pouquinho, mesmo ganhando cafuné o tempo todinho!

Chegou em casa e dormiu um soninho gostoso… Para depois explorar o novo lar, brincar muito, e cansar de novo!

Choro durante a noite

2 mar Soninho gostoso do Guga em seu primeiro dia em casa

Quando você leva para casa um novo filhote é comum o filhote chorar durante a noite pela separação dos pais e irmãozinhos, um choro alto e triste. As dicas que se vêem por aí é para ignorarmos esse choro, para o filhote não associar o berreiro com a sua presença, pois assim ele sempre vai chorar para chamar sua atenção, porém o choro é muito incômodo, tanto para os novos donos quanto para os vizinhos, e PRINCIPALMENTE para o filhote. O berreiro não é só um drama por atenção, o berreiro é por um sofrimento psicológico, e se pudermos evitar que nosso filhote sofra, é muito melhor!

Filhotes choram no meio da noite pois acordam e se vêem sozinhos, e pensam então que foram esquecidos pela matilha… então berram o mais alto possível para que seus companheiros voltem para buscá-lo.

Vou dar aqui dicas que aprendi no Shih Tzu Fórum, foi como fiz para o Guga ter um soninho tranquilo!

Na primeira noite, levantei todas as vezes que ele chorou, fui até o quarto, fiz cafuné, brinquei com ele e sentei ao lado dele para que dormisse… depois que ele começava a cochilar, saia do quarto, mesmo que ele acordasse, e voltava só no próximo choro. Observe que ele normalmente chora nos mesmos espaços de tempo, por exemplo, o Guga acordava exatamente de 2 em 2 horas.

Na segunda noite, eu já sabia quais eram os horários que o meu filhotinho acordava (2h, 4h e 6h), e me antecipava! Eu levantava uns 10 minutos antes dele acordar e ia para perto dele, dessa forma ele acordava, me via e se sentia seguro… algumas vezes eu brincava um pouco com ele, outras vezes apenas ficava sentada quieta ao lado dele, esperando ele deitar de novo para dormir.

A partir da quinta noite, ao invés de levantar de 2 em 2 horas, levantei de 3 em 3, reparei que ele já estava se sentindo seguro de que não tinha sido esquecido pelo bando. Em alguns dias, já não estava mais levantando de noite, agora ele dorme a noite inteira sozinho, sem reclamar.

É bem cansativo ter uma noite com o sono picado, mas se não for assim, vai ser por acordar com o berreiro mesmo, então vale a pena o esforço, para poupar o filhote de todo o sofrimento psicológico de se sentir deixado para trás.

Os banhos

2 mar

Desde que decidi que teria um cachorro no apartamento, decidi que queria dar banhos nele em casa semanalmente, ao invés de sempre levá-lo no pet shop (apesar que hoje ele sequer pode ir em pet shops, já que ainda não tomou as 3 doses de vacina)

E assim foi, logo na primeira semana de Guga, lá vamos nós, toalhão, shampoo, escova e secador para o banheiro! Meu maior medo era ele se rebelar contra o banho e dar trabalho… mas ele foi bem bonzinho, só ficou com medo e pediu colo… acabei toda molhada, mas foi muito gostoso!

A hora de secar também é uma hora que tem que ir com cuidado para não dar medo no filhote. A preparação começou antes do banho, na verdade, quando brinquei com ele no banheiro perto do secador ligado para ele se acostumar com o som e com o ventinho. Após o banho, ele tentava se afastar do secador, ou morder o vento, mas também não deu trabalho algum para secar todinho! Só é importante nunca forçá-lo, ainda mais quando são muito novinhos, e deixar ir se acostumando aos poucos….

O Guga se acostumou tão bem, que no último banho… ele dormiu durante a secagem!!!

Começando pelo começo

2 mar

Costumo brincar dizendo que sou uma pessoa emocionalmente dependente de cães, uma vez que cresci tendo cães em casa, e senti muita falta no período que fiquei sem.

Não podemos assumir o compromisso de cuidar de uma vidinha tão frágil e delicada sem termos condições emocionais e financeiras para cumpri-la, de dar tudo que um cãozinho precisa – casa, carinho, amor, comida, educação, brinquedos, limites, cuidados – e por isso ficamos um tempo sem, apesar de toda a minha insistência e criancice de ficar enchendo a paciência do meu marido para pegarmos um, ele foi consciente e paciente, não antecipando a hora e nem fugindo da louca que sou – amo muito você por isso!

Guga - 1 mês e 1 dia de vida

Quando terminamos a faculdade e começamos a entrar num ritmo de vida mais tranquilo, meu marido sentiu que era a hora certa, que já tínhamos condições de dar um lar feliz e saudável a um cachorrinho, e foi atrás de encontrar o filhote mais perfeito… e me dar de presente de Natal! Porém como ele tinha nascido a pouco tempo, só poderíamos buscá-lo em 15 de Janeiro. No dia 30 de Dezembro, fomos conhecê-lo, e
me apaixonei por ele!

Depois disso, foram os 16 dias mais longos do mundo!